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O protesto do Moto Clube de Faro

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O protesto do Moto Clube de Faro

Mensagem  LFerro em Qua 27 Ago 2014 - 14:53

Tivemos ontem conhecimento, através do site www.sulinformacao.pt, de uma carta enviada pelo Moto Clube de Faro ao Ministro da Administração Interna (M.A.I.), onde se protesta de forma veemente pela atuação, cada vez mais discriminatória e repressiva, das forças policiais para com os motociclistas que se deslocam à concentração Internacional de motos do M.C. Faro.

Nesse artigo daquele órgão de informação algarvio, o Presidente do M.C.F., José Amaro, referia que “não deve haver mais nenhuma festa do país em que as pessoas sejam recebidas de pistola, metralhadora e shotgun”. Ainda segundo o mesmo site, e fazendo referência à operação levada a cabo na sexta-feira da concentração na ilha de Faro, por uma força policial fortemente armada, José Amaro ironizou, dizendo “parecia que iam para a Ucrânia. Acho que nem lá há tanta polícia na rua, apesar de estar a decorrer uma guerra”.

Entretanto, e hoje mesmo, recebemos do secretariado do clube farense a mesma carta enviada ao M.A.I., onde, entre outras considerações, se coloca em causa a continuidade da Concentração de Faro.

Abaixo reproduzimos, na íntegra, a referida carta:


“Exmº Sr. Ministro da Administração Interna

Assunto:

Protesto pela actuação das Forças de Segurança, na 33ª Concentração Internacional de Motas de Faro.

A Direcção do Moto Clube de Faro vem por este meio apresentar a V. Exª, o seu veemente protesto, pela actuação da PSP e GNR, durante a 33ª Concentração Internacional de Motas de Faro, considerando que desde há alguns anos a esta parte tem vindo a ser implementado um determinado tipo de controlo repressivo em redor do evento e da cidade de Faro, pecando por exageros, excesso de zelo, atitudes persecutórias e obsessivas sobre os motociclistas, traduzidas em operações STOP sucessivas.

Perante o que se tem passado nos anos mais recentes, dado que vem no sentido crescente e poderá ainda continuar a aumentar, com todas as consequências daí decorrentes, entende o Moto Clube Faro expressar a sua indignação pela intervenção das forças policiais aludidas, permitindo-se expondo o que se passou, solicitando a atenção possível de V. Exa. no sentido de desenvolvimento de algum tipo de diligências que possam alterar o rumo desajustado dos factos expressos.

Considera o Moto Clube de Faro, sendo opinião partilhada por inúmeras associações, desde logo o Comércio local, que os condicionamentos provocados pelo aparato policial e o uso de armamento intimidatório e exagerado, não se justifica naquela que é a Festa Maior dos Motociclistas europeus, sendo clara uma discriminação ostensiva dos motociclistas nos dias do evento, obsessiva mesmo, perfeitamente injustificada perante os níveis perfeitamente normais de sinistralidade ou conflitualidade de trânsito que possam ser atribuídos ao evento.
A imagem que todos queremos dar do País, do Algarve e de Faro não é seguramente esta. Parece haver deliberada intenção de alguém, em afastar as pessoas do Algarve e também de dificultar ao máximo a já difícil tarefa de realizar o evento, que se poderá traduzir a breve trecho no fim da Concentração de Faro, que é tão-somente o acontecimento mais emblemático de Faro.

Entende-se apresentar alguns dados ilustrativos do que tem sido o Moto Clube de Faro ao longo da sua história (Anexos), uma associação enraizada na Cidade de Faro, perfeitamente consciente da sua responsabilidade social perante a sociedade e que nunca enjeitou oportunidade de participar e contribuir para o engrandecimento da sua cidade e até da região, atendendo à colaboração que mantém com inúmeras outras associações e entidades públicas como autarquias, juntas de freguesia, mesmo de outros concelhos.

Entre outros factores, a actuação policial que se vem acentuado nos últimos anos é de tal forma repressiva que desmotiva muitos visitantes a deslocar-se centenas de quilómetros com custos elevados e depois serem vistos e tratados como potenciais malfeitores que têm de ser controlados durante vários dias por verdadeiras “tropas armadas”, em chamadas “acções musculadas”, perfeitamente injustificadas, como tem demonstrado o historial do evento.

Nenhuma razão recente justifica a actuação das forças policiais. Escolher a Concentração de Faro para alegadamente ter acções de sensibilização, quando na realidade o que se tem visto são acções recorrentes e intensas de fiscalização/repressão e autuação, sempre com o incrível argumento de que foram encontradas inúmeras motos furtadas, não são razões que justifiquem tal actuação.

O Moto Clube de Faro nunca foi nem será promotor de desrespeito das regras estabelecidas e o próprio Clube condena exageros e tudo faz para os impedir, como o demonstram as acções de sensibilização e actuação do pessoal da organização, tanto no interior do recinto como nas zonas envolventes, ao longo dos anos, como poderão confirmar todos os que de boa-fé analisarem o fenómeno Concentração.

O Moto Clube de Faro esteve sempre disponível para dialogar com todas as entidades com intervenção na Concentração, reuniões promovidas, em seu tempo, pelo Governo Civil de Faro, pela Câmara Municipal de Faro ou por iniciativa própria, hábito que se tem vindo a perder, contrastando com o aumento de acções descabidas de algumas entidade e autoridades, devastadoramente prejudiciais à imagem do Moto Clube e da Cidade de Faro e com grande impacto em países estrangeiros, nomeadamente em Espanha, donde são originários grande parte dos motociclistas que nos visitam.

O grau de dificuldade imposto por entidades e autoridades extravasa em muitos pontos o razoável para um evento precário, onde tudo se constrói de raiz em 2 meses e se desmonta posteriormente em 15 dias, deixando um espaço limpo e utilizável por quem os proprietários do terreno o permitam.

Sem demagogia e com muita razoabilidade na análise de todos os factores envolvidos na realização do evento em causa, o fim da “Concentração Internacional de Motos de Faro” é uma opção em discussão prioritária pelo Moto Clube de Faro.

Será importante voltar a haver diálogo entre as partes interessadas e que seja definido quanto antes o que se pretende permitir que aconteça no futuro em relação à Concentração Internacional de Motos de Faro, sob risco de acabar a “Meca do Motociclismo”, na cidade denominada “Faro, Capital do Motociclismo”.

Anexos:

Considerando que:
1) O Moto Clube de Faro é uma Entidade de Utilidade Pública conforme despacho nº 9162/2011, de 15 de Julho de 2011, publicado no Diário da Republica,2ª serie, nº 138, de 20 de Julho de 2011
2) O Moto Clube de Faro ao longo dos seus 32 anos de existência, foi agraciado com os seguintes louvores:

Registe-se o reconhecimento da Federação Europeia de Motociclismo (FEMA), com a qual se mantém colaboração.
1992 - O Clube Dom Pedro distingue o Moto Clube de Faro como “Sócio de Honra”, pela sua acção meritória em prol desse Clube.
A revista Motojornal distingue a Concentração de Faro como o “Acontecimento do ano de 1992”
1993 - A Federação Nacional de Motociclismo agraciou o Moto Clube de Faro com o “ Diploma de Mérito Motociclista”.
1995 - A revista Inglesa Easyriders atribuiu à Concentração de Faro o título de “Melhor Evento Jornalístico Mundial de 1995”.
1996 - Foi atribuído pela Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP) o troféu “Capacete de Ouro- Personalidade Publica”.
1997 - Distinguido pela Região de Turismo do Algarve pelo relevante contributo prestado na divulgação e promoção turística do Algarve.
2002 - Agraciado com a “Medalha de Mérito Turístico - Grau de Prata” pela Secretaria de Estado do Turismo.
“Medalha de mérito” pela Federação Nacional de Motociclismo
“Medalha de agradecimento” pela Cruz Vermelha Portuguesa
“Medalha da Cidade de Faro” pela Câmara Municipal de Faro”
Fonte: http://www.motociclismo.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6866&Itemid=51
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